REFLORESTAMENTO DE CAIXETA (Tabebuia cassinoides (Lam.) DC.) PARA UTILIZAÇÃO COMO MATERIA- PRIMA NA FABRICAÇÃO DE ARTESANATOS / São José dos Pinhais – 2010


artes

O artesanato em caixeta desde a colonização vinha sendo utilizado para suprir as necessidades domésticas nas comunidades caiçaras na fabricação de utensílios de cozinha, decoração e instrumentos musicais, do litoral de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, a partir da década de 80 se tornou uma das alternativas para geração de renda e manutenção da cultura caiçara tradicional.

Com intuito de gerar renda para comunidade local e incentivar o resgate da cultura caiçara a Associação dos Jovens da Juréia (AJJ), em 1996, construiu uma pequena marcenaria para utilização da caixeta, na fabricação de artesanatos (peixes, pássaros, chaveiros, colher-de-pau, rabeca, viola e etc), desde então vem utilizando pequenas quantidades de caixeta para esse fim, sempre compradas de proprietários que realizam o manejo sustentável em caixetais no Vale do Ribeira.

A caixeta que começou a ser explorada no Vale do Ribeira por volta de 1937, e com o passar do tempo, por causa da retirada desordenada sem a condução da rebrota e da drenagem de áreas úmidas, a sua disponibilidade para fins comerciais tornou-se escassa.

Atualmente a compra da caixeta para a fabricação de artesanatos tem se tornado inviável, pois as áreas de manejo sustentável de caixeta são em locais remotos à marcenaria, o que vem tornando o custo da madeira e frete com relação ao volume de madeira utilizada, muito alto para que as atividades se viabilizem.

Tendo em vista essas dificuldades, a implantação de um reflorestamento com caixeta, seria de grande importância para a manutenção da geração de renda oferecida pela produção de artesanatos.

O local alvo do plano de reflorestamento é uma área alagada que com a adequação do balneário para a urbanização sofreu intervenções em suas características naturais como a mudança da hidrodinâmica, aterro dos locais onde seriam implantadas as ruas e a supressão da mata nativa, conhecida como Floresta Tropical de Terras Baixas e de áreas de transição com a restinga, essas áreas possuem solos arenosos, apenas com uma camada superficial de húmus e lençol freático pouco profundo, aflorando em áreas de lagoas e alagadiços.

Após a supressão de mata nativa restou apenas uma vegetação formada basicamente por taboa (Typha domingensis).

Nesse contexto o presente trabalho visa o levantamento de custos e da viabilidade econômica para implantação de um reflorestamento de caixeta, com intuito de gerar matéria-prima para suprir a demanda de madeira para o funcionamento da marcenaria da Associação dos Jovens da Juréia para produção de artesanato.

*Anderson do Prado Carneiro

*Patricia Dayana Galbo

Orientador: Prof. Dr. Marcio Coraiola

Baixe o Trabalho completo em PDF:

TCC(PLANO..

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Sobre ajjureia

"Sou fruto da necessidade de defender os direitos, de gerar alternativas para melhoria de vida e de resgatar e divulgar a riqueza da cultura tradicional caiçara".
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