Juréia Caiçara

Documentário mostra histórico de luta das Comunidades Tradicionais e expõe o descaso do Governo do Estado de São Paulo na solução dos problemas gerados pela sobreposição de uma Unidade Conservação de Proteção Integral sobre o Território Tradicional Caiçara da Juréia.

Sob a direção de Fernando Guimarães, esse documentário faz um apanhado histórico dos transtornos sofridos pelas comunidades caiçaras da Juréia, causados por fenômenos externos alheios a seus conhecimentos na época que iniciou-se pela especulação imobiliária naquela região, seguido pelo inicio das obras para construção de uma Usina Nuclear e por último pela implantação de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral sobreposta ao seu Território.

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Catálogo de Produtos Criqué Caiçara

Captura de tela 2016-02-19 23.11.52(2)Deseja adquirir algum item artesanal?
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(13) 98116.5718 – Contato Pedro Prado

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Memória da avaliação, confraternização e projeção da Ajj – 2015

Barra do Ribeira, 23 de dezembro de 2015.

“passa lá em casa”, essa foi à frase escolhida pelos integrantes da Ajj para sintetizar a reunião de avaliação, confraternização e projeção para 2016 que aconteceu no dia 13 de dezembro de 2015 na sede da entidade.  A frase em destaque apareceu diversas vezes nas falas dos integrantes e expressou os variados momentos que a Ajj já percorreu até aqui. Inicialmente, o “passa lá em casa” marcou um tempo em que os jovens da Jureia estavam em processo de criação da associação e, portanto, havia muita energia e expetativa por parte dos pioneiros no sentido de se obter um espaço físico para montar a marcenaria onde teve início os trabalhos artesanais de caxeta. No mesmo espaço também se consolidou uma amizade frutífera entre os membros fundadores com fundamento no modo de vida caiçara do “mutirão”, do “corpo-a-corpo”, “boca-a-boca” que deu origem ao “passa lá em casa”. Foi também naquele momento que a identidade dos expatriados da Jureia consolidava-se com esperança, entusiasmo e luta pelo território caiçara da Jureia.  Décadas mais tarde, o “passa lá em casa” revelou-se um estilo de educação popular que contribuiu para a formação de importantes lideranças caiçaras dentro e fora da AJJ de modo a resgatar e fortalecer a identidade local nos diversos espaços do território caiçara. O “passa lá em casa”, assumido como consenso, firmou um compromisso de fortalecimento da identidade histórica da AJJ que deve sempre retomar o primeiro amor, a raiz da comunidade, do mutirão, do companheirismo, da irmandade. Assim foi a avaliação, confraternização e projeção para 2016. Caiçaras da Jureia e do território, uni-vos!

 

Paulo Cesar Franco – Secretário

 

 

 

 

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Memória da avaliação, confraternização e projeção da Ajj – 2015

Barra do Ribeira, 23 de dezembro de 2015.

“passa lá em casa”, essa foi à frase escolhida pelos integrantes da Ajj para sintetizar a reunião de avaliação, confraternização e projeção para 2016 que aconteceu no dia 13 de dezembro de 2015 na sede da entidade.  A frase em destaque apareceu diversas vezes nas falas dos integrantes e expressou os variados momentos que a Ajj já percorreu até aqui. Inicialmente, o “passa lá em casa” marcou um tempo em que os jovens da Jureia estavam em processo de criação da associação e, portanto, havia muita energia e expetativa por parte dos pioneiros no sentido de se obter um espaço físico para montar a marcenaria onde teve início os trabalhos artesanais de caxeta. No mesmo espaço também se consolidou uma amizade frutífera entre os membros fundadores com fundamento no modo de vida caiçara do “mutirão”, do “corpo-a-corpo”, “boca-a-boca” que deu origem ao “passa lá em casa”. Foi também naquele momento que a identidade dos expatriados da Jureia consolidava-se com esperança, entusiasmo e luta pelo território caiçara da Jureia.  Décadas mais tarde, o “passa lá em casa” revelou-se um estilo de educação popular que contribuiu para a formação de importantes lideranças caiçaras dentro e fora da AJJ de modo a resgatar e fortalecer a identidade local nos diversos espaços do território caiçara. O “passa lá em casa”, assumido como consenso, firmou um compromisso de fortalecimento da identidade histórica da AJJ que deve sempre retomar o primeiro amor, a raiz da comunidade, do mutirão, do companheirismo, da irmandade. Assim foi a avaliação, confraternização e projeção para 2016. Caiçaras da Jureia e do território, uni-vos!

 

Paulo Cesar Franco – Secretário

 

 

 

 

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REFLORESTAMENTO DE CAIXETA (Tabebuia cassinoides (Lam.) DC.) PARA UTILIZAÇÃO COMO MATERIA- PRIMA NA FABRICAÇÃO DE ARTESANATOS / São José dos Pinhais – 2010


artes

O artesanato em caixeta desde a colonização vinha sendo utilizado para suprir as necessidades domésticas nas comunidades caiçaras na fabricação de utensílios de cozinha, decoração e instrumentos musicais, do litoral de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, a partir da década de 80 se tornou uma das alternativas para geração de renda e manutenção da cultura caiçara tradicional.

Com intuito de gerar renda para comunidade local e incentivar o resgate da cultura caiçara a Associação dos Jovens da Juréia (AJJ), em 1996, construiu uma pequena marcenaria para utilização da caixeta, na fabricação de artesanatos (peixes, pássaros, chaveiros, colher-de-pau, rabeca, viola e etc), desde então vem utilizando pequenas quantidades de caixeta para esse fim, sempre compradas de proprietários que realizam o manejo sustentável em caixetais no Vale do Ribeira.

A caixeta que começou a ser explorada no Vale do Ribeira por volta de 1937, e com o passar do tempo, por causa da retirada desordenada sem a condução da rebrota e da drenagem de áreas úmidas, a sua disponibilidade para fins comerciais tornou-se escassa.

Atualmente a compra da caixeta para a fabricação de artesanatos tem se tornado inviável, pois as áreas de manejo sustentável de caixeta são em locais remotos à marcenaria, o que vem tornando o custo da madeira e frete com relação ao volume de madeira utilizada, muito alto para que as atividades se viabilizem.

Tendo em vista essas dificuldades, a implantação de um reflorestamento com caixeta, seria de grande importância para a manutenção da geração de renda oferecida pela produção de artesanatos.

O local alvo do plano de reflorestamento é uma área alagada que com a adequação do balneário para a urbanização sofreu intervenções em suas características naturais como a mudança da hidrodinâmica, aterro dos locais onde seriam implantadas as ruas e a supressão da mata nativa, conhecida como Floresta Tropical de Terras Baixas e de áreas de transição com a restinga, essas áreas possuem solos arenosos, apenas com uma camada superficial de húmus e lençol freático pouco profundo, aflorando em áreas de lagoas e alagadiços.

Após a supressão de mata nativa restou apenas uma vegetação formada basicamente por taboa (Typha domingensis).

Nesse contexto o presente trabalho visa o levantamento de custos e da viabilidade econômica para implantação de um reflorestamento de caixeta, com intuito de gerar matéria-prima para suprir a demanda de madeira para o funcionamento da marcenaria da Associação dos Jovens da Juréia para produção de artesanato.

*Anderson do Prado Carneiro

*Patricia Dayana Galbo

Orientador: Prof. Dr. Marcio Coraiola

Baixe o Trabalho completo em PDF:

TCC(PLANO..

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Relato de vivência entre escolas estaduais do Vale do Ribeira em comunidades caiçaras de Iguape/SP

Paulo Cesar Franco1

 

Nos dias 8 e 9 de dezembro, estudantes, professores e equipe gestora da escola estadual Ver Alay José Correa, município de Registro, realizaram vivencia comunitária nas comunidades da Vila Nova, “pequena comunidade lagunar situada na extremidade norte do sistema estuarino-lagunar Iguape-Cananeia, a sudoeste do Estado de São Paulo” (CAVANAGH, 2005, p.147) e Barra do Ribeira2 com objetivo de compartilhar e vivenciar o cotidiano dos pescadores artesanais das referidas comunidades caiçaras pertencentes ao município de Iguape.

O trabalho de campo começou na barragem, espécie de ponte inacabada sobre o Valo Grande que faz a ligação entre o bairro do Rocio e o Centro Histórico da cidade de Iguape. Na barragem, os estudantes tiveram a oportunidade de assistir a pesca da manjuba bem como conhecer um pouco da história de Iguape a partir do contexto histórico da localidade (A barragem do Valo Grande). 

Seguindo viagem, o grupo passou pelo centro da cidade, subiu o Morro do Cristo e chegou ao bairro de Icapara onde teve início a cidade de Iguape no século XVI. Mais adiante, na comunidade do Pontalzinho, a monitora Linara Borges conduziu o grupo até o pico do Outeiro do Bacharel ou “Morro do Farol” como é conhecido no local.

Lá do alto foi possível visualizar a Barra do Icapara, Barra da Barra do Ribeira, parte do município de Ilha Comprida, conhecer um pouco da história do Mar Pequeno e da secular comunidade de Icapara.

Deixando o “Morro do Farol”, a monitora levou o grupo até o porto de pesca na comunidade do Pontalzinho, sopé do Outeiro do Bacharel, onde mostrou o “corrico” de pescar manjuba, o mangue e outros tipos de redes de pesca apropriada para o rio e o mar.

Do Pontalzinho, o grupo seguiu para a comunidade da Vila Nova, localizada na foz do Mar Pequeno, onde foi servido o almoço na Cozinha Caiçara da Marilia que teve no cardápio a manjuba frita, mandioca e outras delícias da culinária caiçara.

No período da tarde, Linara finalizou a monitoria na Vila Nova com um bate papo à margem do Mar Pequeno ao lado do pescador, Rubens Franco, que além de mostrar a rede “Britânia” também relatou seu cotidiano de pescador no Mar Pequeno.

No caminho para a Barra do Ribeira, o professor de filosofia, Paulo Cesar Franco, mostrou uma fábrica de barcos de fibra onde explicou sobre o processo de substituição das canoas de um tronco só por barcos de fibra tendo em vista a questão da restrição ambiental que dificulta as comunidades caiçaras em manter a tradição, mas também apontou as facilidades do barco de fibra tanto na questão da aquisição como também na durabilidade.

Na comunidade do Sinal, parada necessária onde se faz a travessia de balsa para a Barra do Ribeira, os estudantes tiveram novamente a oportunidade de conhecer mais um local onde se pratica a pesca da manjuba e também de se localizar geograficamente nas proximidades da foz do Rio Ribeira de Iguape.

Saindo da Balsa, o veículo adentra a Vila da Barra do Ribeira e se movimenta pela estreita avenida do bairro. Talvez uma definição certeira da localidade seja dada pela pesquisadora Alik Wunder, quando disse:

Uma balsa faz a travessia e por ela avistam-se o mangue que margeia o rio, os maciços da Juréia ao fundo, um horizonte confuso de junção de rio com mar e o porto da vila. Os barcos descansam atracados, coloridos, alguns homens pescam, gaivotas movimentam-se, todos na mesma mansa sintonia. As embarcações são as únicas maneiras de entrada na vila. A balsa é a passagem principal. Ela nos deixa no pequeno centrinho comercial. Os bares, lojas, pequenos restaurantes abertos estão desertos a espera de turistas. Tudo parece estar à espera. Há um vaguear lento dos homens pelas ruas, há poucos turistas e não é época de muitos peixes. Ao sair da Balsa já estamos na rua principal da vila que, em quinze minutos de caminhada, nos leva ao mar (WUNDER, 2002, p.44).

Pelo caminho que leva ao mar, passando pelo centrinho pouco movimentado, que Wunder observa em 2002, o ônibus estaciona em Frente à escola estadual Sebastiana Muniz Paiva e os estudantes não resistem ao gramando que se apresenta acolhedor as suas frentes. É inevitável um rápido futebol para relaxar os músculos…

No cair da tarde, um lanche para repor as energias foi servido no pátio da escola e contou com a presença carinhosa e acolhedora da diretora Zuleica.

Conforme a programação, depois da acolhida da diretora e lanche, o grupo deixou a escola e foi conhecer e acomodar as malas na pousada Querubim. Mais tarde, por volta das 18h30, retornaram a escola para o jantar e para o encontro comunitário que teve início às 20h.

Com a presença de dois fandangueiros, mestre Cleiton do Prado Carneiro e o tocador de fandango, Pedro Sardinha do Prado, ambos integrantes da Associação dos Jovens da Jureia-AJJ, e outros participantes da comunidade, aconteceu uma roda de conversa onde foi possível compartilhar várias experiências a respeito dos saberes local e também sobre o fandango caiçara.

Pedro falou sobre sua experiência como caiçara que cresceu na AJJ e continua aprendendo com a luta das comunidades tradicionais caiçara da Jureia pelo direito de viver no território de origem. Contou também sua experiência com o fandango e sua opção por ser tocador de fandango e manter a cultura caiçara pulsando no cotidiano das famílias da Jureia.

Cleiton, falou de sua experiência com o fandango e principalmente seu oficio na construção de rabecas e viola branca, instrumentos originais do fandango caiçara. Durante sua fala, o mestre tocou varias modas de fandango enfatizando a questão da composição das modas fandangueiras que abordam a realidade caiçara local.

No dia 9, após o café da manhã, mestre Cleiton e seu filho Alan, monitoraram o grupo até a sede da AJJ onde puderam contar um pouco da história da entidade, sua fundação e objetivo diante do conflito instalado em 1986, ano da criação da Estação Ecológica, quando mais de 300 famílias caiçaras foram expulsas de suas casas sem direito a nada.

Ainda na sede da AJJ, Glória do Prado Carneiro, (Glorinha), falou sobre o “Criqué Caiçara”, trabalho com artesanato de caxeta que vem sendo desenvolvido a mais de uma década pelas mãos habilidosas das mulheres caiçaras e que tem como objetivo gerar renda e promover a educação popular através da história oral, oficinas de repasse de saber e outras formas de conviver, produzir e transmitir os valores tradicionais para geração futura.

Retornando à escola Sebastiana, os estudantes, professores e equipe gestora da escola Ver Alay José Correa já demostravam um certo desgaste físico, pois os dois dias de convivência foram intensos, mas os cadernos de anotações, a mente e o próprio corpo estavam repletos de experiências potenciais que seguiram para a cidade de Registro onde se somarão ao projeto “Pescadores do Rio Ribeira”.

Quero agradecer em nome da AJJ a acolhida da escola Sebastiana Muniz Paiva, através da vice-diretora da escola da família, professora Silvia com quem iniciei o diálogo do intercambio escolar. A diretora Zuleica que nos acolheu com enorme carinho, a coordenação que nos apoiou, os funcionários que nos ajudaram, Nice, minha irmã que preparou a comida e os professores presentes. Agradecer também Cleiton, Pedrinho, Jéssica, João Pedro, Alan,Vanessa, Tata ( minha esposa) e minha filha Sophia que estiveram presentes.

A equipe gestora da escola Alay José Correa e os estudantes. De modo especial, o professor Wanderlei (Deco) com quem gestamos a ideia desse encontro cultural desde o movimento da maior greve de professores que o Estado de São Paulo já viveu.

Barrado Ribeira, 15 de dezembro de 2015.

Referências

WUNDER, Alik. “Encontro de águas” na Barra do Ribeira: imagens entre experiências e identidades na escola. Dissertação de mestrado apresentado ao programa de pós-graduação em educação da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2002.

Ivan Breton … [et al] Antônio Carlos Diegues(org.). ENCICLOPÉDIA CAIÇARA: O Olhar do pesquisador. São Paulo: Hucitec: NUPAUB-USP, 2005. v. 1.

1 Professor de filosofia na escola Sebastiana Muniz Paiva, Barra do Ribeira/Iguape e mestre em educação.

2 A Barra do Ribeira era uma pequena vila de pescadores localizada em Barra do Ribeira, no município de Iguape. O povo da Barra do Ribeira pode ser definido como povo caiçara, habitando em casas feitas de madeiras que se encontravam na praia, que encostavam no barranco quando havia maré cheia. https://pt.wikipedia.org/wiki/Barra_do_Ribeira_(povoado). Acesso em 15 de dezembro de 2015.

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Jovens da Juréia Participam da XI Edição da Reunião de Antropologia do Mercosul

Nesta segunda (30/11) os Jovens Caiçaras da Juréia Heber do Prado Carneiro e Marcos Vinícios de Souza Prado  partiram rumo a Capital do Uruguai-Montevidéu para participar da XI Reunião de Antropologia do Mercosul juntamente com os Antropólogos Carmem Andriolli, e Rodrigo Ribeiro de Castro da Equipe do LATA- laboratório de Antropologia Territórios e Ambientes. A proposta é apresentar uma etnografia das alianças institucionais realizadas entre associações organizadas por caiçaras da região da Juréia (SP) e universidades públicas (UNICAMP, USP e UFABC) em um contexto social marcado por políticas ambientais de criação e gestão de unidades de conservação que restringiram ou proibiram a reprodução dos meios de vida de comunidades tradicionais entre os Caiçaras da Juréia. – Adriana Lima

http://xiram.com.uy/…/grupo…/detalle-grupo-de-trabajo-33

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